Primeiro aprenda o significado, depois fale.

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Epíteto tem uma frase interessante que diz: “Primeiro aprenda o significado do que você diz, depois fale”.
No ambiente corporativo, muita gente repete conceitos e fórmulas sem o menor entendimento de quando se aplicam, qual o seu contexto, a sua origem ou o melhor momento para utilizá-las. Ouvimos com frequência: “Faça dessa maneira” ou “Isso significa aquilo”. Mas será mesmo? Será que essa fórmula mágica sempre funciona? Esse conceito é realmente o que você pensa que é?
Em uma organização global na qual trabalhei, houve um período muito forte de fortalecimento de compliance e de uma postura correta dentro do que a lei prescrevia. Mas fomos além. Solicitavam que agíssemos dentro do “espírito da lei”. Não era para encontrarmos brechas para não aplicá-la, mas sim compreender o que o legislador queria, qual era a sua real intenção, e seguir esse propósito mesmo que ele não estivesse explícito no texto legal.
Na gestão, o cenário é idêntico: temos a “ferramenta” e o “fundamento”.
Há uma infinidade de ferramentas de gestão no mercado — como a Janela de Johari, os conceitos de “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, entre tantas outras. O problema é que, se aplicadas sem os fundamentos adequados e sem o entendimento profundo de uso, fazem com que os gestores errem o alvo.
Não é uma questão de adotar fórmulas mágicas, frameworks, siglas da moda ou metodologias ágeis por pura convenção. É uma questão de saber o que de fato é necessário para o negócio, escolher a ferramenta correta, compreendê-la na essência e aplicá-la à situação em questão. Uma situação após a outra, repetindo esse ciclo com consistência.
Fazer o certo pode ser simples quando todos na organização compartilham da mesma intenção. O líder deve dar o exemplo, deve iniciar esse fluxo. O time o seguirá.