O papel da comunicação na crise

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Comunicação é difícil. Mas rende frutos sempre que é honesta, aberta e com intenção de construir.

Em situações de crise, a comunicação costuma ser o fator mais determinante para o sucesso ou fracasso da resposta. O que observo com frequência é que, em vez de buscar soluções, muitas pessoas entram em posição defensiva ou se concentram apenas em sustentar seu ponto de vista. Essa postura reduz a capacidade de escuta e impede que novas possibilidades sejam exploradas. O resultado é uma visão limitada, quando o que mais precisamos é ampliar o olhar para compreender o cenário de forma global.

A vontade de estar certo — ou simplesmente de não estar errado — domina algumas discussões e gera estresse. Esse comportamento consome tempo precioso, justamente quando cada minuto é crítico para restabelecer a operação. Em crises, o tempo perdido não é apenas um detalhe: pode significar impacto direto em clientes, em resultados financeiros e na reputação da organização.

O caminho mais produtivo é adotar uma postura aberta. Escutar, considerar alternativas e permitir que diferentes perspectivas sejam colocadas à mesa. Essa prática não elimina divergências, mas transforma o conflito em colaboração. Quando a energia é direcionada para resolver o problema em vez de defender posições, a operação se recupera mais rápido e a confiança entre as pessoas se fortalece.

A comunicação em crise não é apenas troca de informações. É um exercício de maturidade, de respeito e de foco no objetivo comum. Quem consegue se afastar da necessidade de provar que está certo e passa a buscar soluções coletivas, contribui para que a organização atravesse momentos difíceis com mais resiliência e menos desgaste.

Comunicação é difícil. Mas rende frutos sempre que é honesta, aberta e com intenção de construir.