Dispositivos móveis e a rotina executiva

Ainda é comum ver executivos usando cadernos e blocos de papel para anotações. O problema é que essas informações ficam vulneráveis: não têm proteção, não têm backup e muitas vezes são difíceis de encontrar quando mais precisamos.

Tablets, celulares e dispositivos com tela e-ink oferecem uma alternativa prática. Além de permitir busca rápida e manter registros seguros, praticamente todas as ferramentas de notas já sincronizam dados pela nuvem. Isso garante que informações fiquem disponíveis em qualquer dispositivo, usando serviços que as empresas já adotam e protegem.

Essa não é uma tendência futura, é uma prática consolidada. Hospitais como a Mayo Clinic usam tablets para acessar prontuários eletrônicos com segurança. Farmacêuticas como Roche, Novartis e Johnson & Johnson integram mobilidade em pesquisas clínicas e gestão de dados sensíveis. No setor financeiro, bancos como HSBC, JPMorgan Chase e Santander oferecem acesso seguro a informações corporativas por meio de celulares e tablets, alinhando agilidade com conformidade. Mesmo em ambientes altamente regulados, dispositivos móveis e nuvem já fazem parte da rotina.

Para gerentes e líderes, essa mudança significa mais agilidade para documentar decisões, registrar acordos e compartilhar informações com a equipe. Outro ponto importante é a versatilidade: muitos desses aparelhos podem funcionar como computadores completos quando conectados a monitor, teclado e mouse. Isso reduz custos e simplifica a infraestrutura, sem comprometer o acesso às ferramentas corporativas que executivos precisam no dia a dia.

Trocar o papel por dispositivos digitais não é apenas modernizar. É garantir velocidade, segurança e eficiência em um ambiente onde informação é poder. Talvez seja hora de repensar o caderno e enxergar o tablet ou o celular como o novo aliado da gestão.

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